quarta-feira, 16 de março de 2011

Saramugo


O Saramugo é o mais pequeno peixe da fauna da bacia do Guadiana. O seu comprimento raramente ultrapassa os 7 cm, sendo que, regra geral, as fêmeas são maiores que o macho. Possuem um corpo estreito, coberto com escamas finas e pequenas de coloração prateada na zona do ventre, castanho-claro na zona dorsal e quase amarelo na lateral, apresentando por vezes reflexos rosados e alguns pontos negros espalhados pelos flancos.
Trata-se de uma espécie endémica da bacia hidrográfica do rio Guadiana,apenas se encontrando nos afluentes deste rio, não existindo por isso em qualquer outro rio ou ribeira do país.
A sua existência é ameaçada devido:
- A construção de barragens impedem a migração para os locais onde fazem a desova;
- A poluição das água
-A extracção de areia, que altera as características dos habitat;
-As captações de água, durante o período mais quente, provocam a seca dos pegos de refúgio durante overão.
-As espécies introduzidas no seu habitat.



Marcelo Lampreia

terça-feira, 15 de março de 2011

Guarda-rios

Nome científico: Alcedo atthis
Descrição:
Os guarda-rios são aves de pequeno a médio porte (10 a 46 cm de comprimento), de plumagem colorida e pescoço curto, com cabeça relativamente grande em relação ao corpo e um bico longo e robusto. As asas são arredondadas e a cauda é curta na maioria das espécies. As patas são pequenas com os dedos frontais fundidos. No adulto, o bico e as patas são bastante coloridos, normalmente em tons de encarnado, laranja ou amarelo. A plumagem é exuberante com frequência de cores azuis ou verdes. Os juvenis são semelhantes aos adultos e distinguem-se pela plumagem menos coloridas.
Alimentação:
Os tipos de dieta dos guarda-rios varia de acordo com a espécie e com as condições ambientais. A maioria é bastante adaptável e consome peixes, insectos ou pequenos vertebrados.
Postura:
A frequência de postura, feita sobretudo em cavidades no solo construídas por outros animais, varia de acordo com as espécies e condições ambientais entre 1 a 4 vezes por ano. Cada postura tem em média 3 a 6 ovos, que são incubados por ambos os membros do casal durante duas a quatro semanas. Os juvenis são totalmente dependentes dos pais durante as três a oito semanas seguintes. Quando as crias começam a voar, o casal diminui drasticamente a quantidade de comida que trás aos filhos para os incentivar a procurar alimentos sozinhos. Esta fase dura em média um mês, após o que o casal expulsa as crias do território

Cristiana

Bufo Real

O bufo-real (Bubo bubo) é uma especie  de ave estrigiforme pertencente à familia srigidae. É, atualmente a maior espécie de existente no planeta, chegando a 86 cm de comprimento, 1,70 a 2,10 metros de envergadura e pode pesar até 5,5 quilos.O Bufo-Real tem uma longevidade bastante extensa que pode variar de 10 a 20 anos

Trata-se de um predador de topo, encontrando-se nos lugares mais elevados na cadeia alimentar. Alimenta-se de ratos, ratazanas, patos, lebres e inclusive de outros bufos e aves de rapina. É principalmente nocturno e emite os seus chamamentos ao anoitecer e ao amanhecer. A sua vocalização é um uuu-uuu repetido e grave. Caracteriza-se pelos dois tufos de penas no alto da cabeça – que retrai durante o voo –, grandes olhos de íris laranja, o ventre pálido e listado e dorso jaspeado e escuro com manchas claras.
Está actualmente em vias de extinção devido à persiguição  humana.
Nuno Palma

Águia Real

Características físicas:
O comprimento da águia-real é de 66 a 100 cm e a envergadura das asas é de 150 a 250cm e pesa 2,5 a 12 kg.
Como em todas as aves de rapina, as fêmeas são maiores que os machos.

Alimentação:
Alimentam-se de ratos, pássaros e coelhos.                

Reprodução:
A época de reprodução inicia-se a meio de Janeiro e prolongando-se até Maio ou Setembro. Cada casal pode ter até 10 ninhos, mas só 2-3 são usados em rotação. Alguns casais usam o mesmo ninho cada ano, enquanto outros usam os ninhos alternando os anos. O mesmo ninho pode ser usado por gerações. O ninho normalmente é construído em um precipício alto, entretanto podem ser usadas árvores se estiverem disponíveis. O local de ninho preferido é onde a presa pode ser avistada facilmente. O ninho pode ser enorme se o local permitir. Alguns ninhos medem de 2,5 a 3 m de diâmetro por 1 a 1,20 m de espessura. É volumoso e é composto de varas, ramos, raízes, ervas daninhas, e mato. A fêmea é responsável pela maioria da incubação, embora o macho frequentemente ajude. A postura pode ser de 1-4 ovos, no entanto o mais comum é ser de dois ovos. Os ovos são branco sujo e manchas castanhas ou castanho avermelhado. A incubação dura 35-45 dias. As crias que nascem primeiro são mais fortes, frequentemente matam os irmãos menores e mais fracos e os pais não interferem. O filhote é dependente de seus pais durante 30 dias ou mais.
Curiosidades:
Formam casais, e um casal precisa até 55 km de território para caçar. Sua velocidade comum durante o voo é de 45 a 50 km/h, e foram registados mergulhos a velocidades de 320 km/h para pegar uma presa que avistou.

                                           Aquila chrysaetos
                           Pedro Valente                              

Cegonha Preta

Nome científico do animal: ciconia nigra
 A cegonha-preta  é uma ave ciconiforme da família das cegonhas. Habita lagos, rios ou regiões alagadas rodeadas por densas florestas. A cegonha preta distribui-se, em Portugal, apenas pelas regiões mais interiores, inóspitas e isoladas. Os troços internacionais dos rios Douro, Tejo e Guadiana oferecem para esta espécie condições privilegiadas, sobretudo devido à fraca perturbação humana que aí se regista e à abundância de locais de nidificação.
É um animal fortemente migrante, exceptuando-se os espécimes da Península Ibérica que são residentes.

Morfologia
A cegonha-preta é ligeiramente menor que a cegonha-branca. Caracteriza-se pela plumagem branca no ventre e negra com reflexos metálicos no dorso, na cauda, na cabeça e no pescoço. O bico e as patas, de cor vermelho vivo no adulto, são esverdeados e bastante mais claros nos juvenis. A sua plumagem escura e metálica pode, por vezes, reflectir a luz do sol, fazendo-a parecer bastante clara ao longe.

Alimentação
A sua alimentação é muito semelhante à da cegonha-branca. Inclui uma maior percentagem de peixe e outros seres aquáticos. O seu regime alimentar faz com que estas aves sejam extremamente úteis para a agricultura, pois comem inúmeros insectos e servem como controladores de possíveis pragas. A base da sua alimentação é constituída por crustáceos.

Reprodução

A cegonha-preta chega da sua migração em Março, iniciando imediatamente a época de reprodução. Prefere fazer o ninho nas escarpas mais altas e afastadas da civilização humana ou nos ramos dos maiores pinheiros. A incubação dura vinte dias ou pouco mais.

A sua preservação passa essencialmente pela conservação do seu habitat.


João Marta

Tamargueira

FAMÍLIA: Tamaricaceae

NOME CIENTÍFICO: Tamarix africana

DESCRIÇÃO: Arbusto caducifólio que pode atingir os 3 m de altura. As folhas são pequenas e inteiras, dispondo-se alternadamente e muito próximas umas das outras. As inflorescências são cachos em forma de espigas, mais ou menos grossas, densas e com flores pequenas, que aparecem antes das folhas. As flores, por sua vez, são constituídas por 5 peças florais e possuem uma coloração branco-rosado.

HABITAT: A tamargueira prefere solos húmidos, salinos ou subsalinos.

FLORAÇÃO:  Março a Junho

Autores: Alunos do 6º B e Professoras de Área de Projecto

Loendro

FAMÍLIA: Apocináceas
NOME VULGAR: Loendro
NOME CIENTÍFICO: nerium oleander
DESCRIÇÃO: Arbusto que  com as folhas coriáceas, persistentes, lanceolado-lineares, verde-escuras na página superior e verde-claras na inferior; flores grandes e rosadas.
HABITAT: Margens dos rios e ribeiros, sendo também muito cultivada em jardins e praças.
FLORAÇÃO: Maio a Agosto
Curiosidade
Toda a planta é tóxica. Tem como princípios ativos a oleandrina e a neriantina, substâncias muito tóxicas. Basta que seja ingerida uma folha para causar problemas graves num homem de 80 kg.
Os sintomas da intoxicação, que podem aparecer várias horas depois da ingestão, são dores abdominais, pulsação acelerada, diarréia, vertigem, sonolência, dispnéia, irritação da boca,  vómitos. Os casos mais graves podem provocar o coma ou a morte.
  
Autor: António Santos